Bruno Garattoni é editor da Super. Roda o mundo atrás das últimas novidades, mas não dispensa um passeio na Santa Ifigênia, rua preferida dos geeks em São Paulo. Em Re:Bit, ele comenta as febres do mundo tech
Lembra do Joost? Em 2007, ele foi o maior hype: o programa que iria revolucionar a maneira como assistimos vídeos na internet. Mas o tempo passou, muita água rolou, e o Joost miou. Hoje, ninguém dá bola pra ele. Mas acaba de pintar uma nova versão: é o New Joost, que roda direto no navegador (como o YouTube, ou seja, você não precisa instalar nada no PC). Em 2 dos 3 computadores que usei, ele não funcionou - os vídeos simplesmente não rodam. E quando rodam, são meia-boca: a programação é muito fraca. Já vai tarde, Joost.
Bem, amigos! Como esperado, a Apple lançou novas versões dos seus laptops - os novos MacBook, MacBook Pro e MacBook Air. Fiquei meio decepcionado com as máquinas, que não trazem as tecnologias revolucionárias que eu esperava ver. Isso não quer dizer, claro, que sejam notebooks ruins. Mas valem a pena? Como se comparam aos rivais? Vamos lá:
1. MacBook Air (US$ 1800). O disco rígido aumentou de 80 GB para 120 GB, e a placa de vídeo está bem possante. Fora isso, manteve seus prós e contras; é um laptop muito diferente do que existe por aí. Eu compraria um.
2. MacBook (US$ 1300). Todo de alumínio, herdou a tela do MacBook Air - de 13 polegadas, com iluminação por LEDs. Parece ótimo. O problema é a concorrência. Com US$ 1000, 30% a menos do que o novo MacBook, compra-se o HP Pavillion 3500 numa configuração praticamente idêntica.
3. MacBook Pro (US$ 2000). Uma configuração matadora, com direito à superplaca de vídeo GeForce 9600M de 512 megabytes. Animal. Mas não tem internet 3G, tocador de discos Blu-ray, nem saída HDMI. Seu rival mais próximo, o Dell M1530, tem tudo isso - e custa US$ 300 a menos.
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Basicamente, Steve Jobs atualizou as placas de vídeo e deu um tapinha no design dos MacBooks (que também ganharam o "mouse inteligente" do MacBook Air). Nada mais. Eles continuam bacanas, mas evoluiram pouco. E estão ficando bem defasados em recursos - cadê o 3G, o Blu-ray, a saída HDMI, que já são equipamentos de série nos laptops de outras marcas? Não dá pra entender.
Se você tem um celular que acessa a internet, precisa protegê-lo com senha. Do contrário, coisas muito ruins podem acontecer: se o telefone for perdido ou roubado, tudo o que está dentro dele (seus e-mails e senhas da internet) cairá nas mãos dos bandidos. Mas o celular do Google, o Android, traz um novo sistema de proteção: substitui a senha por uma figura geométrica, que você desenha com o dedo. Veja aí no vídeo; é bem futurista. Só que hackers acabam de descobrir um jeito de quebrar essa proteção. Quando o dono do telefone desliza o dedo na tela, deixa um rastro de gordura. Basta seguir esse rastro, e pronto: você acaba de violar a "senha" do Google. Que beleza, não? É melhor os donos de Android começarem a andar com uma flanelinha no bolso...
Steve Jobs acaba de confirmar que, na próxima terça-feira, mostrará ao mundo os novos e aguardadíssimos MacBooks. A internet está cheia de especulações, das mais absurdas às mais plausíveis. Aí vão os meus chutes:
1. O preço. Segundo dizem por aí, os novos MacBooks poderiam ficar mais baratos, a partir de US$ 800 (nos Estados Unidos, é claro). Acho esse valor baixo demais. Mas acredito em pelo menos uma redução de preços: o luxuoso MacBook Air, que está vendendo pouco, ficará menos caro. É bem provável.
2. O design. Nos últimos dias, só se fala na misteriosa tecnologia Brick, o suposto grande trunfo dos novos MacBooks. Ninguém sabe direito o que ela é, mas os chutes mais plausíveis indicam que se trata de um novo processo industrial. A Apple teria descoberto um jeito de fazer laptops sem parafusos nem soldas, esculpidos diretamente em blocos de alumínio. Sinceramente? Acho a idéia meio besta - o MacBook Air tem parafusos, e nem por isso deixa de ser fantástico.
3. Os recursos. Essa é relativamente fácil de chutar. Ao que tudo indica, os novos laptops da Apple vão ter algum tipo de internet móvel, 3G ou WiMAX. Eles vão ganhar placas de vídeo potentes - estabelecendo o Mac como uma boa máquina para games. Também é possível que o trackpad (aquela plaquinha que funciona como mouse) ganhe seu próprio visor LCD. Ou então, quem sabe, uma bateria revolucionária, baseada na tecnologia de célula combustível.
4. O software. Outros rumores dizem que Steve Jobs vai declarar guerra à Microsoft e lançar, finalmente, uma versão do Mac OS X para computadores comuns. Nunca acreditei nisso, mas estou mudando de idéia. Como Jobs está muito doente, pode ter sentido que seu tempo está se esgotando e chegou a hora de dar o troco em Bill Gates - que, nos anos 80, roubou tecnologias da Apple para fazer o Windows. Está mesmo na hora de liberar oficialmente o Mac OS X para uso em PCs comuns (mesmo porque já existe gente fazendo isso na marra).
Acho que a Apple poderia, até mesmo, liberar o OS X de graça - para não ter que dar suporte técnico a quem instalá-lo num PC. Parece absurdo, mas até que faz sentido. E aí? Falei muita besteira? Daqui a alguns dias saberemos. E vocês, o que acham que vai rolar? Mandem seus palpites!
As eleições estão pegando fogo, e aqui em SP a internet entrou na campanha eleitoral: enquanto Marta promete acesso de graça para todo mundo, sem fios, Kassab diz que o projeto é caro demais. Mas e aí? Qual é a real? Vamos lá.
1. Custa caro mesmo. Os americanos se apaixonaram pela idéia, e começaram a montar suas redes públicas. Mas, pouco a pouco, foram desistindo. Tudo porque a iniciativa privada, assustada com os custos, começou a pular fora dos projetos. Se isso inviabilizou a rede de São Francisco, que é a capital do Vale do Silício e tem apenas 700 mil habitantes, imagine como seria na gigantesca São Paulo.
2. A tecnologia é problemática. Para reduzir custos, Marta propõe instalar antenas em 3000 prédios públicos. Se a tecnologia usada for a Wi-Fi, de baixo alcance, isso não dá nem para o começo. Você mora a menos de 100 metros de um hospital, escola municipal ou repartição pública? Não? Então a "internet para todos" não vai pegar na sua casa.
3. Você teria de atualizar seu PC. A outra solução seria utilizar a tecnologia WiMAX, cujo alcance é muito maior. O problema é que ela nunca foi testada em grande escala - a primeira rede WiMAX de fato acaba de ser inaugurada em Baltimore, nos EUA (cidade com 1/7 dos habitantes de São Paulo). E para navegar, é preciso comprar um modem - que, no Brasil, custaria de 400 a 500 reais.
4. A rede seria lenta e limitada. Você deve estar pensando: 500 reais em troca de internet grátis pelo resto da vida é um ótimo negócio, certo? Mais ou menos. A velocidade dificilmente passaria de 200 Kbps, e muitas coisas seriam bloqueadas - BitTorrent, por exemplo. Lembra das antigas conexões dial-up? Onde já existem, as redes municipais são exatamente assim.
5. Mas o grande obstáculo é outro. Mesmo com todos esses entraves, dá para fazer uma rede pública de internet em São Paulo. E ela poderia levar inclusão digital a muita gente. Só que a Prefeitura não tem capacidade, nem funcionários, para fazer isso - montar e administrar a maior infraestrutura WiMAX do mundo. É claro que haverá algum tipo de licitação, e isso vai acabar nas mãos das telecoms da vida. Que, obviamente, não têm interesse em fazer a coisa direito - porque não querem canibalizar seus serviços pagos, tipo Speedy e Vírtua.
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Por tudo isso, a "internet para todos" me parece uma barca furada. Acho que nem precisamos dela. Quando a Telebrás foi privatizada, 10 anos atrás, foi criado um fundo para "universalizar" a telefonia - que, hoje, tem mais de R$ 6 bilhões em caixa. Em vez de montar uma rede pública gigante, cara e problemática, por que não usar essa grana para levar a net a quem realmente precisa? Só uma sugestão.