Para salvar o planeta, será preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que os jornalistas Mônica Nunes, Thiago Carrapatoso, Thays Prado e Roberta Ávila, do site Planeta Sustentável, falam neste blog. Outros já contaram um pouco essa história por aqui também: Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro e Érica Georgino
Hoje, blogs de todo o mundo irão comentar sobre a pobreza graças ao Blog Action Day, uma ação que convocou os blogueiros de todo o mundo a debater temas sociais em um único dia. O objetivo do mutirão deste ano é discutir - sob as diversas perspectivas de cada blog - a situação da miséria em todo o mundo, como um meio de conscientizar as pessoas e demonstrar como o tema é tratado em todos os países.
Mas o que pode ser considerado como pobreza? Um artigo publicado no Le Monde Diplomatique, intitulado “Quem se está chamando de pobres?” (em tradução livre), questiona o significado da palavra em um mundo completamente plural e que possui diversas culturas:
“Algumas pessoas dizem que se grupos que tenham baixa renda conseguem comprar produtos duráveis como carros, computadores e câmeras de vídeo eles não podem ser considerados pobres. Outros argumentam que isto mostra como a pobreza moderna não é somente uma questão de necessidades materiais, mas essencialmente de frustração social. Da mesma maneira, algumas pessoas consideram que um grande número de desempregados entre os pobres tem a ver com a preguiça das pessoas por causa do assistencialismo público. Outros ressaltam que cada vez menos empregos estão disponíveis. Em outras palavras, como escolher e interpretar os fatos depende majoritariamente do valor de cada sistema”.
Independente da classificação de o que é pobreza, o Banco Mundial classifica que uma pessoa precisa de, pelo menos, US$ 1 por dia para conseguir sobreviver. É o mínimo necessário para se manter as necessidades básicas, como a alimentação. Porém, se for se considerar a inflação, esse número teria que subir um pouco mais, para US$ 1,45 com os dados de 2005. Como mostra a tabela em pizza acima, então, cerca de 1,72 bilhão de pessoas no mundo estão abaixo da linha de pobreza, segundo dados de 2008 do próprio banco.
“Pobreza, hoje, não é mais entendida como uma ameaça à existência física (miséria alimentícia) mas uma situação em que as pessoas não conseguem chegar a um patamar de existência que é usual em sua própria sociedade e que são impossibilitadas de participar”, como define o artigo de Godfried Engbersen. “Se nós definirmos que aqueles que estão entre as 10% ou 20% menores rendas são pobres, então eles sempre serão pobres. Mas considerando os 10% ou 20% em um país rico, eles podem ser considerados prósperos”.
De qualquer forma, como mostra o Blog da Redação, em alguns países, como o Brasil, o número de pessoas na linha de pobreza tem caído, mas continua longe do ideal. De 1981 a 2005, o índice de miséria caiu em cerca de 25% no mundo. Embora o dado pareça promissor, grande parte dessa vitória é graças à China. Sim, o país asiático conseguiu reduzir a pobreza de 85% para incríveis 15,9%, ou mais de 600 milhões de pessoas. Se se retirar o caso exemplar, a taxa mundial cai para apenas 10%.
E qual o significado real da pobreza? De acordo com dados da UNICEF, o significado é catastrófico. Por causa da miséria, cerca de 26,5 mil crianças abaixo de 5 anos morrem todos os dias. Em outras palavras, é uma criança morta a cada três segundos; 18 a cada minuto; um tsunami como o de 2004 acontecendo a cada semana; quase 10 milhões de crianças por ano; ou cerca de 60 milhões entre 2000 e 2006.
Para evitar com que mais pessoas sofram com a miséria, a ONU organizou uma campanha em que prevê o fim da pobreza até 2015. Cerca de 190 líderes mundiais assinaram a Declaração do Milênio, na qual estão definidas oito metas a serem atingidas até o ano limite.
Agora, só restam eles se mexerem, pois o tempo está passando.
As plantas já começaram a usar o Twitter para avisar seus donos sobre como estão se sentindo. A tecnologia, afinal, está aí para servir a todos. Mas como saber o que uma planta está pensando? Se para humanos é difícil reduzir o pensamento a 140 caracteres como na ferramenta de micro-blogging, para uma planta deve ser mais complicado.
E pelo visto é. Por isso que elas agora têm blogs! Na verdade, não é no plural, mas a idéia pode se proliferar rapidamente por aí. Uma empresa de tecnologia japonesa criou o "Midori-san" (link com tradução para o português), um blog escrito por, nada menos, uma salsinha.
O sistema usa sensores superficiais para ler a informações bioelétricas da planta que percorre suas folhas. Essa corrente natural reage a mudanças no ambiente, como a temperatura, umidade, vibração, ondas eletromagnéticas e a aproximação humana. A empresa, então, conseguiu bolar um algoritmo que traduz esse tipo de informação em sentenças japonesas. A planta, assim, consegue postar diariamente.
As informações contidas nos posts são sobre o clima, temperatura, condições de luminosidade e... como o dia foi divertido (ou não). A salsinha ainda tira fotos de si mesma para mostrar, em tempo real, como ela está.
Os leitores que adoram os posts da salsicha podem adicionar um widget em suas próprias páginas e apreciar a vista da amiga também em tempo real.
Há uma frase que já virou uma constante quando o tema é sustentabilidade: “as temperaturas irão subir com o aquecimento global”. É, então, irão, mas por que não subir a temperatura para combater o aquecimento global?
Ãm?!
Um restaurante nos EUA parece que achou um meio, digamos, agradável para atrair a atenção das pessoas para o aquecimento global. Ele convidou as garçonetes do estabelecimento para fazer um ensaio sensual para cada mês do ano, todos com dicas e exemplos de ações a se fazer para preservar o meio ambiente.
Conhecido como uma “eco-comedoria”, o Habana Outpost vende o calendário para 2009 com as imagens das moças. Ele - além de bonito - é impresso com tinta à base de soja e papel reciclado. A embalagem é feita de milho, “deixando o calendário completamente compostável e biodegradável”, como anuncia o blog.
Talvez, assim, algumas pessoas encarem por mais tempo questões sobre a sustentabilidade.
Nós já mostramos que dá para fazer arte ou até ganhar ingressos com as sacolas plásticas. Mas que tal fazer sacolas plásticas com as sacolas plásticas? Ficou confuso? É muito simples.
O site PlasticBagBag fez um passo a passo de como transformar as suas sacolinhas em uma outra, muito mais moderna, útil e resistente do que as originais. Aliás, não é transformar, mas costurar.
Por meio de técnicas de crochê, o passo a passo mostra como dobrar, cortar e criar uma espécie de novelo só com as sacolinhas. Depois de ter a linha pronta, é só aprender a como fazer o crochê e começar a costurar.
Além disso, você pode conferir uma lista de links que mostram como a técnica é utilizada para fazer diversos utensílios.
E se você não sabe costurar, não tem problema. Já estava na hora de você aprender mesmo. No site de vídeos YouTube, há uma lista de gravações que ensinam como dar o ponto no nó.
Parece um bordão que minha avó diria, mas o crochê pode preservar o meio ambiente.
Leia mais no blog da Claudia Chow, Ecodesenvolvimento
Dizem - só dizem - que a água potável acabará no mundo. Por causa disso, algumas soluções estão pipocando entre as grandes novidades deste ano. A mais recente é a bicicleta que filtra água enquanto se pedala.
Vencedora do prêmio West Coast Green, o Aquaduct "transporta, filtra e armazena água" enquanto você faz o trajeto de sua casa para o trabalho. O tanque tem espaço para até 8 litros do líquido, o que pode ser destinado ao consumo de uma família inteira. Se coloca a água imprópria em um compartimento ligado a outro com filtros. Enquanto se pedala, o líquido é puxado para ser filtrado e jogado no reservatório limpo. Simples, fácil e prático.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 1,1 bilhão de pessoas do mundo não tem acesso à água potável. A criação, porém, embora tenha um belo design, não é a solução para todos os problemas. Para os países em desenvolvimento e que precisam mais de uma invenção como essa, o Aquaduct não é muito útil. Seu custo, manutenção e durabilidade tornam o produto inviável. Mas, de qualquer forma, é um alerta para esse grande problema que poderá assolar a humanidade.
A água é o próximo petróleo.